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Details: Category: Novidades | Published: 17 January 2017 | Hits: 783

A empresa lider na fabricação de chips (semicondutores) para smartphones e tablets foi denunciada por ações anticompetitivas ao licenciar suas tecnologias, exigindo royalts elevados para suas patentes. Não é a primeira vez que empresas de tecnologia são processadas por abusos; e isso prova que estes "erros" não são atividades ingênuas; pois empresas desse calibre conhecem o mercado, suas regras e sabem o que é possível e o que é vedado; logo os abusos cometidos são medidas calculadas; vide disputas de patentes entre Microsoft e Google.

O grande mote da Qualcomm esta em suas patentes de interoperacionalidade, que permitem por exemplo que dispositivos Apple Inc. possam receber e compreender dados de equipamentos Sansung Eletronics Co. Desse modo a Qualcomm oferece tecnologias de "comutação" que garamtem a estas empresas que seus dispositivos sejam 'interoperate', podem transacionar dados entre diferentes plataformas.

O FTC  U.S. Federal Trade Commission entrou com uma ação judicial comtra a Qualcomm nesta terça-feira acusando-a de violar leis anti-truste em seus licenciamentos de patentes.

A maior receita da Qualcomm vem da cobrança de direitos de uso de patentes essenciais para todos modernos sistemas de telefonia móvel. Em sua defesa a empresa alega utilizar padrões de cobrança vigentes no mercado há mais de 20 anos. Vale ressaltar que não apenas nos E.U.A. mas também na União Europeia e Taiwan a Qualcomm enfrenta disputas semelhantes com autoridades.

O resultado imediato desta ação foi uma queda expressiva que superou os quatro pontos na cotação de seus papéis como ilustra a imagem abaixo.

Ações como a de hoje e a repercução da mesma deixam o mercado alerta, pois trata-se um dos maiores players do ramo de chips para pequenos dispositivos. E ações como estas podem até mesmo mudar o arranjo concorrencial entre empresas do setor de chips, embora as patentes da Qualcomm possam ainda significar muito no arranjo deste mercado. Basta esperar para ver o desfecho.

 

Fontes: Reuters, Bloomberg e Busines Insider